segunda-feira, 24 de julho de 2017

Falsos mitos da fome: o Brasil está alimentando mais de um bilhão de pessoas

A produção de grãos do Brasil é superior a uma tonelada por habitante.
A produção de grãos do Brasil é superior a uma tonelada por habitante.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A produção de grãos do Brasil é superior a uma tonelada por habitante (dados finais de 2015), sendo que um resultado abaixo de 250 kg/pessoa/ano significa insegurança alimentar que conduz a importar alimentos.

Em 2014, um país altamente industrializado como a Coreia do Sul importou US$ 27 bilhões em alimentos, o Japão US$ 68,9 bilhões e a China US$ 105,2 bilhões.

Estes e outros dados impressionantes foram reunidos por Evaristo de Miranda, pesquisador e dirigente da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), em artigo publicado  na “Revista Agro DBO”.

Eles desfazem os mitos catastrofistas e miserabilistas do movimento ambientalista-comunista sobre um falso esgotamento dos recursos do planeta, um fantasioso excesso de habitantes e uma pregação eclesiástica comunistoide pela redistribuição da terra e aos recursos naturais.

Já se pode definir a missão do Brasil como sendo a de saciar a fome do planeta, diz Evaristo de Miranda com os aplausos dos nutricionistas. A fome será um problema, mas não do Brasil.

Só a nossa produção de grãos é suficiente para alimentar quatro vezes a população brasileira ou mais de 850 milhões de pessoas.

Mais de 40 milhões de toneladas de frutas por ano. Foto no CEAGESP.
Mais de 40 milhões de toneladas de frutas por ano. Foto no CEAGESP.
Além de grãos, o Brasil produz anualmente cerca de 35 milhões de toneladas de tubérculos e raízes (mandioca, batata, inhame, batata-doce, cará, etc.). Comida básica para mais de 100 milhões de pessoas.

Acrescentem-se mais de 40 milhões de toneladas de frutas, entre as quais 7 milhões de toneladas de banana, ou uma banana/habitante/dia. A laranja e outros citros totalizam 19 milhões de toneladas/ano. E cresce todo ano a produção de uva, abacate, goiaba, abacaxi, melancia, maçã, coco…

Hortaliças?: 10 milhões de toneladas por ano, com uma diversidade impressionante, resultado do encontro da biodiversidade nativa com os aportes de verduras, legumes e temperos trazidos por portugueses, espanhóis, italianos, árabes, japoneses, teutônicos. E por aí vai longe.

Cerca de um milhão de toneladas de castanhas, amêndoas, pinhões e nozes, além dos óleos comestíveis, da palma ao girassol, e de uma grande diversidade de palmitos. E se não bastar, 34 milhões de toneladas de açúcar/ano.

Por isso, o especialista conclui que a produção vegetal do Brasil já alimenta mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo, usando apenas 8% do território nacional.

E depois vem a produção animal. Em 2015, o País abateu 30,6 milhões bovinos, 39,3 milhões de suínos e quase 6 bilhões de frangos. Quer dizer, produziu cerca de 25 milhões de toneladas de carnes!

35,2 bilhões de litros por ano. Gado leiteiro da fazenda Agrindus
35,2 bilhões de litros por ano. Gado leiteiro da fazenda Agrindus
O consumo médio de carne dos brasileiros é da ordem de 120 kg/habitante/ano ou 2,5 kg por pessoa por semana.

Desses, 42 kg/habitante/ano são de carne bovina; 45 kg de frango e 17 kg de suínos, além do consumo de ovinos e caprinos (muito expressivo no Nordeste e no Sul), de coelhos, de outras aves (perus, angolas, codornas…).

Há ainda os peixes, camarões e crustáceos (cada vez mais produzidos em fazendas), além de outros animais.

Em matéria de leite, o Brasil produziu 35,2 bilhões de litros (contra 31 bilhões de litros de etanol); 4,1 bilhões de dúzias de ovos e 38,5 milhões de toneladas de mel em 2015.

Em 50 anos, observa Evaristo de Miranda, de importador de alimentos o Brasil se tornou uma potência agrícola, o preço dos alimentos caiu pela metade, permitindo à grande maioria da população o acesso a uma alimentação saudável e diversificada, e a erradicação da fome.

CNBB, MST e verdes contra a verdade conhecida enquanto tal.
CNBB, MST e verdes contra a verdade conhecida enquanto tal.
Essas realizações são também fruto da modernização agrícola.

O que teria ocorrido na sociedade sem esse desenvolvimento da agricultura? Certamente, uma sucessão de crises intermináveis.

Portanto, devemos agradecer todos os dias aos agricultores pelo seu esforço de modernização e por tudo que fazem pelo País.

A Nação e suas lideranças devem assumir a promoção e a defesa da agricultura e dos agricultores, com racionalidade e visando ao interesse nacional.

Mas, acrescentamos nós, não é isso o que fazem os ativistas embandeirados de vermelho e símbolos socialistas, ou os pretensos arautos “verdes”. 

Nem sequer aqueles órgãos da CNBB criados para subverter a vida nos campos e nas cidades.




quarta-feira, 19 de julho de 2017

Farmácias vendedoras de maconha
na mira dos narcotraficantes

Farmacêuticos uruguaios na mira dos narcotraficantes.
Farmacêuticos uruguaios na mira dos narcotraficantes.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Cinquenta farmácias uruguaias manifestaram no mês de junho (2016) disposição de vender maconha em suas lojas.

Elas acompanharam a decisão libertária do governo do presidente bolivariano e ex-guerrilheiro José Mujica, aprovada em 2012 e ainda em vias de implementação.

Porém, dois anos e meio após a aprovação da lei de produção e comercialização legal da droga, essas farmácias verificaram terem-se metido em uma perigosa enrascada, segundo informou o jornal “Clarín” de Buenos Aires.

O pretexto da imoral lei foi combater o narcotráfico, considerado o principal agente do crescimento da violência e da insegurança. O sofisma aduziu que legalizando a droga se tiraria mercado aos narcotraficantes.

Pois, dizia, os drogados deixariam de frequentar locais onde se comercializa a maconha e outras drogas ainda mais perigosas, locais esses que são cenário habitual de crimes violentos.

Pela lei, os farmacêuticos, proprietários e empregados, deverão dispor de dispositivos de identificação digital dos usuários registrados. Além do mais, devem instalar móveis com dispositivos de segurança longe do público, capazes de armazenar até 2 quilos da folha tóxica.

E aí começam os pesadelos. Pois os atravessadores da droga, responsáveis pelo maior número de mortes, ficariam com a maconha ao alcance da ponta de suas armas, sem precisar procurar mais longe.

Ademais, os farmacêuticos passariam a competir com bandos extremamente violentos que disputam a distribuição da droga, tirando-lhes a clientela das bocas de expedição ilegal controladas por eles.

O preço pago por esse ‘atentado’ às redes criminosas costuma ser extremo e encharcado de cadáveres e sangue.

O atual presidente, Tabaré Vázquez, continuador ideológico de Mujica, manifestou sua preocupação com a perspectiva.

Não há maconha, mas temos chazinhos... : medo toma conta das farmácias
Não há maconha, mas temos chazinhos... : medo toma conta das farmácias
Em entrevista à Televisión Nacional ele reconheceu que “na maioria dos ‘territórios’ (sic!) onde as farmácias vão vender maconha já existem narcotraficantes, e esses são implacáveis se alguém disputa seu negócio. Inclusive entre eles próprios, em ajustes de contas”. E prossegue:

“Suponhamos que o farmacêutico tenha boa saída, e o narco do bairro começa a perder seu negócio de venda de maconha. Certamente vão ir à farmácia e dizer ao dono: 'olha, se você continuar vendendo, isto pode pegar fogo ou você poderá talvez ter um acidente'”.

Tabaré Vásquez insistiu na implementação da lei e prometeu “toda a proteção do Estado aos comercializadores legais. Não podemos ceder ante o crime organizado. Temos de ser fortes”, acrescentou.

Agora, o que a sociedade uruguaia sente na própria pele, julgando-se desprotegida, é precisamente a falta de força do Estado contra o crime organizado.

As lindas promessas dos políticos não vão tirar os farmacêuticos da mira das impiedosas gangues.

Então a lei que fingia ser instrumento contra o narcotráfico assassino e um recurso de paz e segurança, acabará criando o oposto: uma situação insustentável para os farmacêuticos, sujeitos a requintes da criminalidade.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Monumento a Colombo ou a índio
diante da Casa Rosada?

Monumento a Cristóvão Colombo em Buenos Aires
encolerizou Hugo Chávez:
“O que faz ali esse genocida? Ali temos que pôr um índio”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Nos jardins defronte a Casa Rosada brilhava um belo conjunto escultórico em mármore de Carrara, dedicado ao descobridor da América Cristóvão Colombo.

A artística obra, de 623 toneladas e 26 metros de altura, foi doada em 1921 pela comunidade italiana imigrante. Entalhada na Itália, foi montada em arquitetônica perspectiva entre o palácio presidencial e o Rio da Prata.

Porém, ao vê-la em 2011, o falecido ex-presidente Hugo Chávez exclamou encolerizado:

“O que faz ali esse genocida? Colombo foi o chefe de uma invasão que provocou não um morticínio, mas um genocídio. Ali temos que pôr um índio”, noticiou “Clarín”.

Chávez não disse nenhuma insolência nova. Apenas repetiu um chavão da Teologia da Libertação martelado insistentemente por grupos subversivos contrários às missões católicas e à civilização, como o CIMI brasileiro.

Então no poder, o casal Kirchner, sempre ufano de seu nacionalismo, caiu de joelhos diante da imposição ideológica do ditador comunistoide da Venezuela.

Foram procurar o índio e não o acharam. Escolheram então uma revolucionária que respondia pelo nome de Juana Azurduy de Padilla, para lhe dedicar uma estátua em substituição à de Colombo.

Juana Azurduy, a "india" que substituiu Colombo foi uma rica dama, mas a vulgaridade a transformou nisto por um milhão de dólares.
A "india" que substituiu Colombo foi uma rica dama,
que a vulgaridade transformou nisto por um milhão de dólares.
A inauguração da nova estátua aconteceu não sem polêmica em 15 de julho de 2015, na presença do presidente da Bolívia, Evo Morales, que doou um milhão de dólares para a sua confecção.

Os argentinos ficaram então sabendo que Juana Azurduy de Padilla, segundo a saga esquerdista, fora uma heroína boliviana, “símbolo das mulheres que lutaram pela emancipação do vice-reinado do Rio da Prata”.

Era a “índia” procurada, julgaram todos!

Poucos, entretanto, sabiam que se tratava de uma aristocrática dama que professava os erros vindos de Paris e que estiveram na base da Revolução Francesa. Com suas riquezas, ela acolheu em suas fazendas um exército revolucionário proveniente da Argentina que invadiu a atual Bolívia.

Mas o ódio bolivariano e católico-comunista contra a evangelização de América prevaleceu por cima de qualquer verdade histórica.

Não passou um ano da solene inauguração quando a Comisión Nacional de Museos y de Monumentos não somente constatou que a milionária estátua não era devotada à índia, como também que estava caindo aos pedaços.

A Comissão constatou falhas estruturais nos encaixes, péssima qualidade dos materiais, corrosão e degradação das partes que se esmigalhavam na intempérie, riscos de desabar a má estrutura de 25 toneladas de massa e nove metros de altura.

O monumento populista logo deu sinais de desmanchar.
Foi desmontado antes de desabar. Mais uma realização populista-socialista!
O monstrengo acabou sendo removido aos pedaços e a praça recuperada com um novo espelho de água.

Por sua vez, o monumento de Colombo foi restaurado e ganhou uma localização prestigiosa junto ao Rio da Prata.

O ridículo do ódio igualitário populista-nacionalista contra a evangelização e a civilização de nosso continente, nas quais Colombo foi um instrumento providencial, ficou para sempre registrado na História.

Ódio esse associado visceralmente ao mau gosto, à chulice e torpe extravagância das realizações das esquerdas populistas.